Apenas 18,8% das pessoas tomaram a vacina bivalente em MS

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, Mato Grosso do Sul aplicou mais de 45 mil vacinas bivalentes em todo o Estado

Especiais | 28 de março de 2023, por redacao@radar67.com.br

A imunização com vacina bivalente está abaixo do esperado em Mato Grosso do Sul, para isso a Secretaria Estadual de Saúde (SES) está reforçando a importância em manter o calendário de vacinação atualizado e seguir todas as medidas de biossegurança.

De acordo com a SES, apenas 18,8% da população dentre os grupos prioritários estão imunizadas. Entre eles idosos, pessoas imunossuprimidas (que apresentam enfraquecimento imunológico), pessoas em instituições de longa permanência, indígenas, ribeirinhos e quilombolas.

Para tentar reverter esse cenário, a Secretaria em conjunto com o Ministério da Saúde orienta que seja realizada uma busca ativa destes grupos.

Segundo a coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica da SES, Ana Paula Rezende Goldfinger, é importante buscar a imunização para que não haja aumento nos casos e complicações como internações hospitalares.

“Fazemos um apelo para que as pessoas atualizem o calendário vacinal, não só da Covid, mas também contra outras doenças que acometem adultos e crianças. É importante que a população procure uma unidade de saúde ou o local indicado para a vacinação em seu município”.

Distribuição

Em fevereiro, Mato Grosso do Sul recebeu uma remessa de 209.796 doses da vacina Pfizer Bivalente para serem distribuídas em 79 municípios do Estado. 

A SES informou que Mato Grosso do Sul aplicou mais de 45 mil vacinas bivalentes em todo o Estado. Os municípios que apresentam o maior número de doses aplicadas são:

  • Campo Grande (8.822)
  • Dourados (3.779)
  • Corumbá (3.045)
  • Três Lagoas (2.419)
  • Coxim (1.118)

Grupos prioritários

Inicialmente, o imunizante estava destinado para idosos a partir de 70 anos, pessoas em instituições de longa permanência, assim como os trabalhadores destas instituições, imunocomprometidos, comunidades indígenas, ribeiras e quilombolas.

Ainda em fevereiro deste ano, a vacinação foi ampliada para novos públicos, além dos já citados, passaram a estar aptas ao imunizante gestantes e puérperas, idosos com mais de 60 anos e profissionais da saúde.

A vacina bivalente serve como uma dose de reforço, desse modo é necessário estar com o esquema das duas doses (monovalente) completas. Além disso, a bivalente confere proteção contra as variantes do vírus.

Fonte: Correio do Estado