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‘Pautas Femininas’ debate múltiplos papéis e a construção da identidade feminina na atualidade
Em entrevista ao programa, especialistas destacam impactos emocionais das múltiplas funções e a importância do autoconhecimento e da rede de apoio
23/03/2026 16h05
Por: Redação Fonte: ALEMA

Agência Assembleia

A mulher contemporânea vive um cenário de conquistas importantes, mas também de intensas cobranças e desafios diários. Esse foi o foco da entrevista com as psicólogas Rogener Almeida e Eugênia de Azevedo, que foi ao ar nesta segunda-feira (23), no programa ‘Pautas Femininas’, da Rádio Assembleia, apresentado por Josélia Fonseca.

Durante a conversa, as especialistas destacaram que, apesar dos avanços sociais e profissionais, as mulheres ainda enfrentam uma sobrecarga significativa ao tentar conciliar múltiplos papéis. “A mulher contemporânea vive uma multiplicidade de papéis que gera sobrecarga emocional”, afirmou Rogener Almeida.

Segundo ela, a pressão para atender às expectativas sociais em diferentes áreas da vida pode trazer consequências sérias para a saúde mental. “Existe uma cobrança social muito grande para dar conta de tudo: trabalho, família, estética, relações. Essa tentativa de corresponder a todas as expectativas pode levar ao adoecimento mental”, alertou.

Outro ponto destacado pela psicóloga foi a dificuldade de posicionamento enfrentada por muitas mulheres. “Muitas ainda têm dificuldade de se posicionar, de dizer não, por medo de rejeição”, explicou. Para ela, esse processo exige desenvolvimento pessoal, autoconhecimento e construção de limites.

Já a psicóloga Eugênia de Azevedo ressaltou que, embora as mulheres tenham conquistado mais espaço na sociedade, ainda enfrentam barreiras históricas e culturais. Ela destacou que o empoderamento vai além da ocupação de espaços.

“Não basta ocupar espaços, é preciso se sustentar neles com segurança”, disse. Eugênia também chamou atenção para a influência de padrões culturais na dificuldade de afirmação feminina. “A dificuldade de se posicionar muitas vezes vem de padrões culturais aprendidos”.

As entrevistadas convergem ao apontar que o equilíbrio passa pelo cuidado com a saúde mental, pelo autoconhecimento e pela construção de relações mais solidárias, capazes de aliviar a sobrecarga e fortalecer o protagonismo feminino.

Ao longo do programa, também foram abordados temas como autonomia financeira, autocuidado, violência de gênero e a necessidade de redes de apoio. Elas defenderam que espaços de diálogo são fundamentais para fortalecer as mulheres e promover mudanças sociais.