
A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na última sexta-feira (27),sessão soleneem homenagem aos47 anos do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF). A iniciativa, de autoria do deputadoGabriel Magno (PT), reuniu lideranças sindicais, representantes estudantis e profissionais da educação no plenário da Casa para celebrar a trajetória da entidade, que representa uma categoria presente em 960 unidades de ensino e responsável pela formação de aproximadamente meio milhão de estudantes todos os anos.
Durante o evento, o parlamentar ressaltou a importância histórica da organização. "O Sinpro é o maior patrimônio da luta coletiva que essa cidade conseguiu produzir", definiu.

Em seu pronunciamento, o deputado Gabriel Magno utilizou cálculos para criticar a gestão dos recursos públicos e defender maiores investimentos no setor pedagógico. "Com R$ 12 bilhões poderíamos construir 800 escolas, dobrando a capacidade de atender os estudantes em tempo integral e diminuindo a superlotação das salas de aula", enfatizou. O parlamentar também manifestou preocupação com o descumprimento das metas do Plano Distrital de Educação e reafirmou seu compromisso com a organização coletiva da categoria, destacando o papel fundamental dos delegados sindicais na formação política dentro das escolas.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF), Rodrigo Rodrigues, reforçou a solidez da instituição homenageada. "Nós temos um dos maiores e mais importantes, mais democráticos e mais sólidos sindicatos deste país", afirmou. Rodrigues observou ainda que o sindicato sempre serviu como um porto seguro para outros movimentos sociais e categorias com menor representatividade, destacando a responsabilidade política do Sinpro-DF na história da classe trabalhadora de Brasília.
No mesmo sentido, o representante do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF), Marcus José Fernandes, destacou a união entre os setores público e privado da educação. "Nossas conquistas hoje são reflexos dessa luta e dessa ancestralidade do Sinpro", ressaltou. Paulo Henrique Viana, vice-presidente regional da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas do DF (Ubes), criticou o modelo de escolas cívico-militares e as dificuldades enfrentadas pelos alunos na atual gestão. "Os estudantes e professores têm sido a resistência ao autoritarismo na história do Distrito Federal", frisou.
Histórico
Representando a diretoria do Sinpro-DF, Berenice Darc lembrou que a história da entidade está vinculada à própria construção da capital federal. "São 47 anos de arrepiar qualquer professor e professora que faça parte dessa história", afirmou. A dirigente defendeu que a luta da categoria "vai além das fronteiras escolares, impactando diretamente a dignidade e a cidadania de toda a população brasiliense".
Já a secretária de finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Rosilene Correa, destacou o prestígio nacional da entidade. "O Sinpro é muito respeitado pela forma como representa esta categoria e também pela forma como se comporta", ressaltou a diretora.
Ao final da solenidade, a diretora do Sinpro-DF, Márcia Gilda, recapitulou os desafios enfrentados pelos profissionais nos últimos anos. A sessão foi encerrada com a exibição de um vídeo institucional que narrou a trajetória do sindicato, desde sua fundação oficial, em 14 de março de 1979, até as greves históricas pela redemocratização e pela estruturação da carreira de magistério no Distrito Federal.
Eder Wen - Agência CLDF
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